Golfe em La Barra: aulas e formação com Máximo Röhrdanz

Do Golf Club de La Barra, o professor Máximo Röhrdanz reflete sobre o golfe, o ensino, os valores do esporte e seu impacto em adultos e crianças.

Golfe em La Barra: aulas e formação com Máximo Röhrdanz

Golfe, aprendizado e prazer: uma conversa com Máximo Röhrdanz em La Barra

Do La Barra Golf Club, o professor e jogador profissional reflete sobre o vínculo com o esporte, o ensino e os valores que o golfe transmite a todas as idades.

Com o campo de golfe se estendendo a poucos metros, a conversa com Máximo Röhrdanz acontece em uma das mesas do restaurante do La Barra Golf Club. O entorno acompanha: verde aberto, silêncio interrompido apenas pela batida seca de uma bola ao longe. Nesse clima calmo e próximo, o professor e jogador profissional repassa sua história pessoal com o golfe e explica por que, depois de décadas de prática e ensino, continua sendo um esporte que cativa.

Röhrdanz é instrutor e jogador. Quando o calendário permite, compete; no resto do tempo se dedica a dar aulas em diferentes clubes da região, entre eles La Barra, Cantegril, Fasano Las Piedras. Seu enfoque, esclarece desde o início, está em ensinar e acompanhar processos, mais do que em replicar modelos rígidos.

—Quem é você e a que se dedica hoje?
—Sou Máximo Röhrdanz, professor de golfe e instrutor profissional. Também sou jogador: quando há torneios e tenho tempo, competo. Mas meu forte, sem dúvida, é o ensino. Seu vínculo com o golfe começou cedo e de maneira familiar. Cresceu em Montevidéu, muito perto do Club de Golf de Punta Carretas, onde seu pai, sua mãe e sua irmã também jogavam. Esse contato cotidiano marcou o início de um percurso que, com o tempo, se tornou competitivo.

—Como começou sua relação com o golfe?
—Começou desde pequeno, porque em casa todos jogavam. Comecei quase como uma brincadeira, com um taco que compraram para me agradar. Depois disseram ao meu pai que eu tinha facilidade e aí comecei a competir. Aos 13 anos já jogava na Primeira, viajei para torneios na Argentina, no Brasil e na América do Sul. Embora tenha praticado outros esportes — de paleta a mergulho —, o golfe acabou ocupando um lugar central. Não só pelo jogo em si, mas pelo que gera a longo prazo.

—O que você sente que o golfe traz para a vida de uma pessoa?
—É um esporte que te prende. Mesmo que você não seja bom, quando acerta bem uma ou duas vezes, algo acontece. É viciante, no bom sentido. Tenho alunos de 30 anos atrás e pouquíssimos desistem. Dá para continuar jogando a vida toda. Essa continuidade é chave na sua maneira de ensinar. Röhrdanz trabalha especialmente com adultos e pessoas mais velhas, adaptando o aprendizado às possibilidades reais de cada um.

—Dá para começar a jogar golfe já adulto?
—Totalmente. Já tive alunos de 70, 80 anos. Gente que nunca tinha jogado e sempre teve isso como uma pendência. O segredo é adaptar o ensino. Eu observo a pessoa, vejo o que ela consegue fazer, se tem alguma limitação física, e a partir daí a encaminho para que aproveite. Seu método se apoia menos na correção técnica obsessiva e mais na experiência. Não acredita em impor um swing ideal, e sim em encontrar uma forma possível e prazerosa de jogar.

—Que lugar o entorno ocupa no golfe?
—É fundamental. O golfista chega ao clube e já entra em outro ritmo. Calça os sapatos, pisa na grama, olha o entorno. Deixa o telefone. São quatro ou cinco horas em que a cabeça está em outra coisa. Isso, hoje, é muito valioso. A conversa também se detém na formação dos mais pequenos e no papel das escolinhas de golfe, que na região cumprem uma função social e esportiva fundamental.

—O que o golfe traz na infância?
—Valores. Conduta, honestidade, respeito. No golfe você não pode mentir. Se o professor é bom, isso é incutido desde cedo. Aprendem a lidar com a raiva, a respeitar regras, a conviver. Não importa a classe social: há crianças para quem o golfe serve e outras para quem não, como em qualquer esporte. Antes de encerrar, Röhrdanz deixa uma reflexão pessoal sobre o que o golfe lhe deu ao longo da vida.

—O que o golfe significa hoje para você?
—Me deu muitas satisfações. Conheci pessoas que jamais teria conhecido de outra forma, me abriu portas e me permitiu formar vínculos. É um esporte difícil, mas muito prazeroso. Continuo ativo em muitas coisas, mas o golfe é onde mais me concentrei, porque gosto de jogar e gosto de ensinar. A conversa termina sem pressa, com o campo sempre presente. Como o próprio golfe, a conversa avança sem estridências, sustentada pelo tempo, pela experiência e por uma paixão que, longe de se esgotar, segue encontrando novos percursos.

Décadas de experiência no green: Máximo Röhrdanz dedica sua trajetória profissional ao ensino de golfe em La Barra. Paixão por ensinar: Máximo Röhrdanz em plena aula, compartilhando os valores e segredos do esporte que marcou sua vida.

Uma manhã de golfe em La Barra

Um percurso visual pelo green, onde a arquitetura do campo e o silêncio da manhã definem a experiência de jogo.
—Dá para começar a jogar golfe já adulto?
—Totalmente. Já tive alunos de 70, 80 anos. Gente que nunca tinha jogado e sempre teve isso como uma pendência. O segredo é adaptar o ensino. Eu observo a pessoa, vejo o que ela consegue fazer, se tem alguma limitação física, e a partir daí a encaminho para que aproveite.—Que lugar o entorno ocupa no golfe?
—É fundamental. O golfista chega ao clube e já entra em outro ritmo. Calça os sapatos, pisa na grama, olha o entorno. Deixa o telefone. São quatro ou cinco horas em que a cabeça está em outra coisa. Isso, hoje, é muito valioso.—O que o golfe traz na infância?
—Valores. Conduta, honestidade, respeito. No golfe você não pode mentir. Se o professor é bom, isso é incutido desde cedo. Aprendem a lidar com a raiva, a respeitar regras, a conviver. Não importa a classe social: há crianças para quem o golfe serve e outras para quem não, como em qualquer esporte.

—O que o golfe significa hoje para você?
—Me deu muitas satisfações. Conheci pessoas que jamais teria conhecido de outra forma, me abriu portas e me permitiu formar vínculos. É um esporte difícil, mas muito prazeroso. Continuo ativo em muitas coisas, mas o golfe é onde mais me concentrei, porque gosto de jogar e gosto de ensinar.

 Localização e acesso

La Barra Golf Club fica no Camino del Golf e pode-se chegar pela Rota 104 ou pelo Camino del Cerro Eguzquiza.

Contato para aulas de golfe

Você pode entrar em contato com Máximo via Instagram ou WhatsApp +598-094-125-782

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